sábado, setembro 16, 2006

Tchau Amor de Classe Média

Nunca mais
Almoços familiares de domingo
Cheios de pratos de macarrão, pedaços de carne e porções de felicidade

Nunca mais
O beijo na boca
Como se nunca tivessem inventado o relógio

Nunca mais
Cinema e teatro de mãos dadas
E shows de língua lambendo língua em melodias ardentes

Nunca mais
A cabeça pousada no ombro tirando um cochilo enquanto espera a eternidade

Nunca mais
Namoros que se expandem em carros e se espremem em parques e bosques

Nunca mais Paixões alagadas em cabanas de pousadas ouvindo pássaros e águas

3 comentários:

Ratos Di VERSOS disse...

que lindo...
que quero esse nunca mais...
nunca mais!
Nunca.
Mais!

Bjo

Antonio Diamantino Neto disse...

Nunca mais meu caro. A alma não pode ser imortal como proclamam. Imagine ter que viver eternamente com a certeza de que momentos como esses descritos por tí são efemeros e não voltam mais? Quando acordados, pensamos e dormindo, sonhamos. Não haverá descanso pra esfrangalhada consciência? Publico meus poemas em diamantinoneto.blogspot.com e tô publicando um romance na net que tá no capítulo 8 em folhetimnanet.blogspot.com. Um abraço.

Anônimo disse...

Vamo postá, vamo postá... Agora acabou aquela merda de comentário de eleição... Vamo lá, vagau, trabalhar!

Capitão de Mato